O processo criminal que apura o assassinato do taxista Regivaldo dos Santos Santana, de 51 anos, morto no ano passado por um colega em frente ao Tricenter, teve sua primeira audiência de instrução realizada ontem (13) no Fórum Desembargador Carlos Souto, em Sussuarana.
A audiência, que consiste na coleta de depoimentos para o processo, teve a presença de familiares da vítima, testemunhas de acusação, representantes da categoria taxista e do próprio réu, João Rodrigues Barbosa, de 61 anos, que responde ao processo em liberdade. Os próximos depoimentos estão marcados para março do ano que vem, quando a Justiça decidirá se o réu será levado a júri popular.
Relembre o caso
A morte de Regivaldo Santana aconteceu em junho de 2024, no ponto de táxis em frente ao complexo de edifícios comerciais Tricenter, no Itaigara, em circunstâncias que a Justiça tenta esclarecer. Vítima e réu haviam discutido semanas antes por conta de lugares na fila de táxis, mas, a princípio, o caso não havia tido desdobramentos.
No dia do assassinato, contudo, Regivaldo teria ido até João, a discussão teria recomeçado, transformado-se em briga e Reginaldo acabou levando uma facada, morrendo no local. O advogado de João, Leonardo Agrello, alega que foi um caso de legítima defesa e chama a atenção para o fato de que a faca usada na agressão seria da própria vítima.
À época, João foi preso e ficou por 31 dias na cadeia, sendo solto em seguida. Agora, a Justiça começa a ouvir as partes. Não há previsão de quando o crime será julgado.
