A Well Academia, que opera há anos na rua Piauí, na Pituba, pode terminar despejada do espaço em que atualmente funciona devido a uma dívida de aluguel. O proprietário do imóvel move uma ação judicial alegando que, desde o encerramento do contrato de aluguel em julho de 2024, a Well não desocupou o local e segue funcionando sem pagar qualquer contrapartida. Segundo o dono do imóvel, a dívida já ultrapassa a marca de R$ 630 mil.
Em março deste ano, a 5ª Câmara Civil de Salvador determinou que a Well Academia deixe o espaço no prazo de 60 dias mediante pagamento de três meses de aluguel pelo dono do imóvel. O pagamento é previsto na Lei do Inquilinato e visa dar segurança jurídica ao locatário caso a decisão seja revertida no futuro.
O proprietário do imóvel, no entanto, alega que não tem como pagar tal valor, visto que sua principal fonte de renda é justamente o aluguel em atraso, e recorreu da decisão. A Justiça avalia o pedido.
Histórico
Segundo o proprietário do imóvel, os atrasos no pagamento do aluguel, fixado em R$ 30 mil, ocorreram diversas vezes ao longo de dez anos de contrato, especialmente durante a pandemia.
O imbróglio se agravou quando, após o início da ação judicial, o sócio da Well que era responsável pelo contrato de aluguel saiu do quadro societário da empresa, dificultando sua citação judicial. Segundo a empresa, no entanto, a mãe dele permanece como sócia da Well.
As alegações da Well e do proprietário do imóvel foram obtidas pelo jornal Correio.
