Doze igrejas foram interditadas em Salvador entre 2025 e 2026 após vistorias da Defesa Civil de Salvador (Codesal) identificarem condições consideradas de risco alto ou muito alto. Os imóveis apresentam problemas estruturais que podem ameaçar a segurança de frequentadores e também comprometer o patrimônio histórico da capital baiana.
Entre as ocorrências identificadas estão rachaduras e fissuras em paredes, infiltrações generalizadas, oxidação de ferragens e deterioração de estruturas de madeira presentes em coberturas e assoalhos. Segundo a Codesal, os problemas representam risco iminente à vida e ao patrimônio histórico.
A lista inclui:
- Paróquia Nossa Senhora da Boa Viagem;
- Igreja Nossa Senhora da Ajuda;
- Igreja e Convento dos Perdões;
- Igreja de São Bento da Bahia;
- Igreja da Ordem Terceira do Carmo;
- Capela Sagrada Família;
- Igreja dos 15 Mistérios;
- Igreja Senhor Bom Jesus dos Aflitos;
- Igreja e Convento de Nossa Senhora da Conceição da Lapa;
- O Convento Santa Clara do Desterro teve interdição parcial.
O caso da Igreja de São Miguel, no Pelourinho, chamou novamente a atenção nesta semana. O templo está fechado há 11 anos e, segundo o Ministério Público Federal (MPF), apresenta risco de desabamento. O órgão acionou a Justiça Federal para cobrar medidas emergenciais de preservação do imóvel.
O MPF pediu que as intervenções emergenciais na Igreja de São Miguel sejam iniciadas em até 30 dias e recomendou o isolamento da área no prazo máximo de 15 dias. A situação evidencia os desafios de conservação de igrejas históricas de Salvador, muitas delas construídas há séculos e submetidas ao desgaste provocado pelo tempo.

