Acontece a partir de hoje (6), no Shopping da Bahia, o projeto Fragmentos da Memória, que reconstrói a história de pessoas escravizadas a partir de documentos do Arquivo Público do Estado da Bahia (Apeb).
Além da documentação, a exposição recria, com ajuda da Inteligência Artificial, rostos de 40 pessoas escravizadas a partir de registros descritivos reais como cartas de alforria, inventários e passaportes. O uso da IA exigiu ajustes para corrigir distorções físicas e expressões racistas presentes na documentação encontrada.
Os visitantes poderão conhecer histórias de personagens específicos como o jovem Cenâco, de 14 anos, Maria Nagô e Ussá, figuras cujas trajetórias foi possível recuperar parcialmente através da pesquisa documental.
Idealizado por uma equipe de artistas, paleógrafos, historiadores, arquivistas e pesquisadores, o projeto surgiu com a proposta de resgatar a humanidade e o pertencimento de pessoas que tiveram suas identidades apagadas, contando com registros escassos e fragmentados.
A exposição é gratuita e fica em cartaz durante todo o mês de novembro. Profissionais do Arquivo Público estarão no local para explicar o processo de criação da mostra.
